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domingo, 3 de outubro de 2010

Fernando Alonso diz que chega às ultimas quatro corridas 'sem medo'

O piloto espanhol Fernando Alonso, segundo colocado no Mundial de Fórmula 1, declarou através de seu ‘blog’ no site da Ferrari que a versatilidade de seu carro lhe permite chegar ‘sem medo’ às quatro últimas provas do campeonato. A diferença para o líder Mark Webber é de 11 pontos.

Fernando Alonso comentou que está em sua residência na Suíça para “relaxar e recarregar as energias para a reta final de uma temporada intensa”. Ao recordar a prova de Cingapura, a última disputada, Alonso disse que “foi um fim de semana muito estressante principalmente do ponto de vista físico, por causa da umidade e da desidratação”.

“Estou em contato permanente com a equipe em Maranello, onde se vive uma imensa alegria pela vitória em Cingapura. Estou feliz, mas sabemos que o difícil vem agora”, acrescentou. Alonso comentou que os dois últimos triunfos seguidos (na Itália e em Cingapura) serviram para reduzir a desvantagem que havia sido acumulada.

“Mais ainda não estamos nas ‘cabeças’. Agora começa o bom, o sofrimento real, o momento em que todos temos de estar unidos, sem dar passos para trás”, destacou. Para o piloto da Ferrari, a “luta pelo título segue aberta entre os cinco pilotos”. “Já vimos este ano como as coisas mudam rapidamente”, disse Alonso.

“O que é garantido é que se um de nós cinco der um passo em falso, então tudo será muito mais difícil. Sigo pensando que o importante sempre é estar chegando ao pódio, e depois fazer as contas em Abu Dhabi [palco da última corrida]”, completou Fernando Alonso.

Antes de Abu Dhabi, Japão, Coreia do Sul e Brasil - nesta ordem - são os locais que receberão as outras três provas da Fórmula 1 restantes nesta temporada.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Marqueteiros divergem sobre imagem de Massa após armação com Alonso



Felipe Massa teve a imagem arranhada após se deixar ultrapassar por Fernando Alonso no GP da Alemanha, no último fim de semana? A questão é tão polêmica que nem mesmo profissionais de marketing entram em um consenso. Procurados pelo UOL Esporte, especialistas no assunto divergiram sobre o impacto que a armação da Ferrari pode ter para a carreira do brasileiro.

“O mercado como um todo, e envolvo o patrocinador e o consumidor nisso, já vêm ressabiados com esse tipo de atitude. Seguramente, a imagem de qualquer um que faça esse tipo de coisa fica arranhada. Não dá mais para você acordar cedo e ver aquilo. Foi um balde de água fria”, disse Rafael Plastina, sócio da Informídia Pesquisas Esportivas.

“Antes de mais nada, o Felipe trabalha para uma empresa e ela se chama Ferrari. Às vezes você tem de seguir ordens e não são exatamente aquelas que você gostaria. Se ele não cumprir o que a equipe mandou, ele pode ser demitido e aí vai deixar de ser ídolo”, disse Geraldo Rodrigues, ex-empresário de pilotos e presidente da agência de marketing esportivo Reunion.

Líder da prova, Felipe Massa recebeu uma ordem pelo rádio da equipe para dar passagem a Fernando Alondo, que vinha mais rápido e está na frente no campeonato. O brasileiro abriu caminho para o espanhol, e após a prova de Hockenhein chegou a dizer que a decisão foi sua.

O argumento dos defensores do piloto passa pelo vínculo com a escuderia, que já colocou Rubens Barrichello em situação semelhante quando este fazia dupla com Michael Schumacher. Felipe Massa renovou recentemente com a equipe, mas estaria sujeito a possíveis punições e até uma demissão caso ignorasse a ordem.

Outros dizem que o brasileiro, que foi vice-campeão mundial em 2008, chegou a um momento da carreira em que poderia tomar tal atitude. Caso perdesse o emprego, Massa encontraria espaço em outras escuderias e evitaria um rótulo negativo em sua imagem, que pode lhe ser imposto pelo público.

“Não é uma decisão simplista. É muito fácil falar para o piloto que ele teria de fazer isso. Não sei se outra equipe vai aceitá-lo sabendo que ele não recebe ordens”, disse José Carlos Brunoro, que minimiza os danos à imagem. “Sempre fica arranhada, mas não a ponto de perder a credibilidade”, concluiu o sócio da agência BSB, que teve passagens como gestor por Palmeiras e Santos, além de clubes de vôlei e até uma escuderia na Fórmula 1.

Curiosamente, uma possível vitória no último domingo marcaria uma reviravolta considerável em sua carreira. O GP alemão aconteceu exatamente um ano após o grave acidente na Hungria, que o tirou da reta final da temporada da Fórmula 1 em 2009. O triunfo redentor, no entanto, foi substituído pelo incidente com Alonso.

A troca de posições suscitou comparações com o caso de Rubens Barrichello com Schumacher. Para César Gualdani, especialista em marketing esportivo que trabalha com pesquisas de mercado, as posições dentro da Ferrari tornam os casos distintos.

“O Barrichello foi se diferenciando em termos de tratamento. O principal piloto seria o Schumacher e o segundo seria ele. O que aconteceu foi mais natural. Acredito que para o Massa é diferente, porque ele já estava na equipe. Mesmo ele não tendo sido campeão, existia um tratamento semelhante dentro da equipe”, disse Gualdani.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

F-1:Ferrari é multada



O espanhol Fernando Alonso venceu o Grande Prémio da Alemanha, 11.ª ronda do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2010.

A 20 voltas do fim, uma mensagem via rádio da box da Ferrari alertou Felipe Massa para o facto de estar a rodar mais devagar do que Fernando Alonso, o que poderá ter sido uma "ordem em código" para o brasileiro deixar passar o espanho. Recorde-se que Alonso é o melhor colocado no interior da equipa para lutar pelo título.

A mensagem divulgada via rádio e que todos escutaram foi a seguinte: "O Fernando está mais rápido que tu, confirmas a receção da mensagem?".

Na conferência de imprensa, quando questionado, Felipe Massa disse o esperado: "Não se passou nada, fui ultrapassado e foi uma boa corrida para a equipa".

Depois de ter convocado os responsáveis da Ferrari, a FIA - Federação Internacional do Automóvel, decidiu multar a Ferrari em 77 mil euros.

Para já a classificação mantém-se inalterada, e, no caso de existirem penalizações, estas só serão conhecidas após a deliberação do Conselho Mundial.

A regra que alegadamente a Ferrari infringiu foi o ponto 39.1 que diz explicitamente que ordens de equipa que interfiram com resultados são proibidas. O Capítulo 11, art. 151, alínea C penaliza: "qualquer conduta fraudulenta ou ato prejudicial para os interesses da competição ou desporto automóvel em geral."

Já não é a primeira vez que a Ferrari é acusada de "fabricar" este tipo de manobras em pista. Rubens Barrichello também recebeu ordens para deixar passar Michael Schumacher em 2006 e em 2008, o que gerou na altura uma enorme polémica.